São provenientes de biomassa renovável que podem ou não substituir os combustíveis derivados de petróleo e gás natural na geração de energia. Os dois principais biocombustíveis utilizados no Brasil são o etanol, feito de cana-de-açúcar, e o biodiesel, produzido com óleos vegetais ou gorduras minerais e acrescido ao diesel de petróleo.
Em 2005, foi publicada a Lei n° 11097, que colocou o biodiesel na matriz energética brasileira. Os biocombustíveis poluem menos porque emitem menos compostos do que os combustíveis fósseis na combustão do motor do carro e seu processo é mais limpo. O etanol diminui a incidência na emissão de gás carbônico (CO2), sendo que a utilização do biodiesel também traz vantagens ambientais.
É uma fonte de energia que ajuda a reduzir a emissão de gases tóxicos no meio ambiente e que contribui para os propósitos do protocolo de Kyoto. Uma desvantagem é sua interferência na produção de gêneros alimentícios.
São considerados biocombustíveis:
O etanol pode ser produzido com várias fontes vegetais; porém, a cana-de-açúcar é a melhor opção no aspecto energético e econômico. No Brasil, a produção de etanol é somente com a cana. São dois tipos de etanol combustível que são distribuídos no país: o hidratado e o anidro, que é o misturado à gasolina em diversas proporções. Desde 2007, toda gasolina que é vendida no Brasil deve conter 25% de etanol combustível anidro. O etanol hidratado é incolor e o anidro recebe um corante de cor laranja a fim de evitar irregularidades.
É o produto que é adicionado à gasolina e isento de água. É obtido com a fermentação da cana-de-açúcar.
É o álcool utilizado em carros próprios e possui água. Nesse caso, não é utilizada gasolina misturada.
Foi criado em 1975, com base no decreto-lei 76593, o Proálcool. Foi uma iniciativa governamental para limitar o aumento excessivo nos preços do petróleo. O projeto tinha como meta colocar o etanol para substituir a gasolina, além de apoiar o desenvolvimento tecnológico da indústria do álcool.
A primeira parte do programa tinha ênfase na produção do etanol anidro e a segunda parte na produção do etanol hidratado, que é usado sem mistura em motores próprios para seu uso. O programa conseguiu atingir seus objetivos; porém, a partir de 1986, começaram a surgir aspectos negativos como: aumento na produção de cana-de-açúcar com redução nas lavouras alimentares que causavam o aumento no preço dos alimentos. Além disso, o petróleo não é substituído totalmente pelo álcool, impactos no meio ambiente, a mineralização do solo e os custos do programa eram elevados.
Combustível biodegradável feito com fontes renováveis que é obtido por meio dos processos de craqueamento, esterificação ou pela transesterificação. A transesterificação é uma reação química de óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool ou metanol, sendo posteriormente estimulada por um catalisador. Com esse processo, ainda há a possibilidade de extração da glicerina, que é utilizada na fabricação de sabonetes e cosméticos. O biodiesel pode ser produzido com várias espécies de vegetais como o dendê (palma), babaçu, amendoim, mamona, girassol, pinhão manso, soja, dentre outros.
O Brasil possui condições favoráveis para a produção do biodiesel, pois tem ampla possibilidade de utilização da água e da terra e possui clima favorável. Pode substituir o óleo diesel de petróleo total ou parcialmente em motores automotivos (caminhões, automóveis, etc.) ou estacionários (geração de eletricidade, calor, etc.).
Pode ser utilizado puro ou misturado em algumas proporções. A mistura de 2° do biodiesel no biodiesel de petróleo é chamada de B2 e vai crescendo gradativamente. O biodiesel puro é o B100. A proporção da produção do biodiesel se dá na seguinte forma: ocorre a reação de um óleo vegetal com um álcool de cadeia curta (metanol ou etanol); assim, 100kg de óleo reagem com 10kg de álcool e isso gera 100kg de biodiesel e 10kg de glicerina. A sua cor e odor variam conforme o óleo vegetal escolhido. Em sua maioria, são amarelos ou alaranjados. Já o seu odor é parecido com o óleo vegetal original.